Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2014

O Centro Nacional de Cultura (CNC) anunciou a atribuição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural ao escritor turco Omar Pamuk.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído o ano passado, em cooperação com a Europa Nostra e com o Clube Português de Imprensa, distingue “as contribuições excecionais para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus”.

Omar Pamuk foi galardoado, em 2006, com o Prémio Nobel da Literatura e é um dos mais conhecidos escritores turcos, reconhecido sobretudo pelo retrato que traça da cultura turca, estabelecendo pontes entre os valores orientais e ocidentais ou entre os vestígios das tradições mais arcaicas e o aparecimento de uma nova mentalidade globalizada, num registo de grande sensibilidade.

Num fenómeno inédito, o romance Museu da inocência, cujo tema fulcral girava em torno do colecionismo obsessivo, serviu de mote para a criação de um museu da história de Istambul na segunda metade do século XX, o qual foi, também este ano, distinguido com o Prémio Museu Europeu do Ano, atribuído pelo Conselho da Europa. E foi precisamente a iniciativa de Pamuk ao criar o Museu da Inocência, associando “a salvaguarda do património às causas do entendimento e da compreensão” que Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do CNC, realçou para justificar a atribuição do prémio em declarações citadas pela Lusa.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva atribuiu, ainda, um prémio especial ao historiador de arte José-Augusto França, atendendo à, “sua atividade profissional, repartida entre Portugal e vários outros países europeus, no campo da difusão da cultura e da arte europeias”, conforme o comunicado do CNC. Augusto-França, cuja investigação incide sobretudo na época do Iluminismo ao Modernismo, é considerado pelos pares como o maior historiador da arte português, com um sentido de análise que persiste no estudo dos temas da arte contemporânea.

Por seu turno, Pieter Steinz foi distinguido com uma Menção Especial, pela análise que faz dos ícones culturais da Europa e que tem vindo a publicar, nomeadamente, no blogue Made in Europe: The cultural icons that unite us, onde reuniu os mais representativos e identitários elementos da arte e do património europeus.

Em todas as modalidades deste prémio, está subjacente o património como uma plataforma onde se cruzam a literatura e a história, a cultura e a tradição, a museologia e o turismo cultural.

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