Coreia do Sul: Oportunidade para diversificação de mercados

Coreia do Sul _infochartA Coreia do Sul é considerada um dos economic tigers da Ásia, com um rápido crescimento do PIB per capita. Este país ainda é pouco explorado como emissor, mas segundo a European Travel Commission (ETC) é um mercado importante para a Europa.

Em 2012, o país tinha 50 milhões de habitantes, sendo que 54% da população tinha idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos. Segundo o Ministério dos Assuntos Estrangeiros, em 2011, existiam 7.300.000 coreanos a viver no estrangeiro. Na Europa, encontram-se em maior número no Reino Unido e na Alemanha, e talvez por essa razão, o inglês e o alemão são ensinados como segunda língua nas escolas da Coreia do Sul.

No ano de 2012, 12,5 milhões de turistas da Coreia do Sul viajaram para o estrangeiro, o equivalente a ¼ da sua população. Constatou-se ainda, que 56% das pessoas que viajaram, em 2012 eram do género masculino e que 44% eram do género feminino. Apesar destes dados, verificou-se que em 2013 as viagens feitas por mulheres começaram a aumentar comparativamente às viagens feitas por homens.

O Top 10 dos mercados emissores da Coreia do Sul é constituído sobretudo por países asiáticos, com excepção dos EUA. Os turistas da Coreia do Sul preferem, na maioria das vezes, viajar para a Ásia, em detrimento de viagens de longo curso.

No Top 20 dos mercados emissores encontram-se incluídos 4 países da Europa: Alemanha, Espanha, Turquia e Reino Unido. Verificou-se um aumento de viagens para a Europa entre 2000 e 2012, na sequência da recuperação face à crise económica que o país sofreu em 2008-09.

Em média, a França, a Alemanha e a Espanha recebem anualmente, mais de 200.000 turistas sul coreanos, enquanto Portugal recebe entre os 25.000 e os 50.000 turistas por ano. A relevância deste mercado para a Espanha justifica desde logo que o portal promocional do país, o spain.info, tenha uma versão em coreano.

De acordo com a VisitBritain, em 2009, apenas 30% tinha visitado anteriormente o Reino Unido nos últimos 10 anos. É raro o turista Sul Coreano voltar a um destino da Europa que já tenha visitado, porque consideram um destino dispendioso e de elevado compromisso. Normalmente optam pela Ásia ou Oceânia porque são destinos mais baratos, mais familiares e mais confortáveis.

Este turista procura essencialmente um destino seguro (60%), mas também dá uma grande importância a uma boa relação qualidade/preço (57%), preferindo um destino orientado para as famílias (48%), com paisagens de grande beleza (48%). Entre outros pontos, o sul coreano é apreciador de gastronomia, enologia, destinos românticos, luxo, cultura e património.

Mostram um especial interesse por mercados nicho, como o golfe, a gastronomia e vinhos e o trekking. Seguem de perto as grandes tendências do turismo e muitas vezes escolhem os destinos porque os seus ídolos frequentam determinados espaços. Cada vez mais, os jovens sul coreanos querem descobrir o mundo e conhecer os ícones reconhecidos mundialmente, como a Torre Eiffel ou o Big Ben.

Assim sendo, a Coreia do Sul é um mercado, no qual se existir uma promoção adequada poderá haver um aumento do número de turistas provenientes deste destino, na Europa.

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